terça-feira, 15 de março de 2011

Pra voçê...

Eu acredito que você exista. Perdida, no meio de tantas pessoas, e procurando por mim, como eu procuro por você.
Não, não… Não te imagino em uma fórmula pré-fabricada. Não te espero alta ou baixa, loira ou ruiva, branquinha ou negra. Não espero falta de defeitos e abundância de qualidades. Não te vejo perfeita como um robô ou uma receita de bolo. Espero espontaneidade. E o seu espírito livre.
Espero te encontrar ao acaso. Num barzinho ou na internet. Ou na praia. E me imagino ofuscada pelo brilho dos teus olhos, durante o seu sorriso. Sonho em te perceber tão única que me faria mover o mundo para te ter por perto; Em sentir fagulhas de magia, enquanto trocamos palavras; Em tentar controlar o coração, que samba no peito, e boca débil, na falta de palavras.
Penso em ter tanta vontade de te tocar que isso seria quase impossível. Penso em tremer ao chegar perto de você porque, mesmo estando longe, já sentiria o calor que emana do teu corpo e ele me arrepiaria a pele; Me deixaria ofegante.
Imagino energia e eletricidade fluindo do teu corpo para o meu, e vice-versa, quando nossas mãos se encontrarem, num medroso acaso premeditado; Sorrir com a alma, enquanto os sentidos se afogam numa febre de você. Nossos corpos se aproximariam, para os lábios se tocarem num beijo que faria o próprio mundo parar de girar.
E, então, seríamos nós a razão para tudo existir. Nosso contato seria o “big bang” de um universo de amor; De desejo; De eu e você.
Cometas valsariam em nossa volta. E nossas mãos procurariam o corpo uma da outra. Não haveria não, porque existiria uma certeza inegável. Nós sentiríamos que é certo. Língua na língua e corpos que já clamavam um pelo outro muito antes de um contato.
Cada átomo pulsando como um. Mais desesperados que o próprio coração, que, agora, já não eram dois. E nossos corpos nus procurariam a fusão de todo o resto de nós. Seríamos mamilos rijos, pele eriçada, puxões de cabelo, arranhões. Mordidas.
E, então, você daria sentido a todos os meus contos de amor e poemas eróticos. Você seria a musa de cada linha que escrevo enquanto te espero.
Eu te beijaria como se esse beijo pudesse me salvar a vida. Rastejaria o meu corpo no seu. Misturando cheiros. Fazendo música de gemidos e sussurros. Esqueceria meu mundo em você.
E gritos seriam o nosso liquidificador de dor e prazer. Amor sem dúvida. Luxúria divina. Toques que transcendem sentidos. Corpos flutuantes.
E dançaríamos nossa dança erótica; Eu te doaria a alma sem pedir seu corpo, mas saberia que, no prazer que efervescia de nós, eu já seria dona de tudo em si e não haveria nada em mim que não ofegasse de amor por você. Um amor que não morre, mas, renasce todos os dias. Aquecendo nossas vidas como o sol de todas as manhãs.
Eu acredito que você exista. Alguém que não me julgue pelos erros do passado e que acredite nas verdades que conto. A mulher que vai me completar a ponto de me entender com os mesmos olhos que farão meu corpo arder. E,quando o mundo parecer duro, triste e cruel, ele ainda será perfeito. Só por eu te saber dentro dele.
Eu vou te procurar, mas não deixe de olhar para os lados, menina. Porque irei te amar com uma força interminável. E eu esperarei por você, então, aguarde a minha chegada.
E, acredite.
Porque eu sei que você existe

Nenhum comentário:

Postar um comentário